Quem sabe um dia fosse eu burra
Para que assim merecesse minha arte
E de partes afins depreendesse minha alma
Quem sabe um dia fosse eu burra
Logo o sono me tamparia o discernir
E de longe vários apreciariam minha arte
Quem sabe um dia fosse eu burra
Nada de mim exigisse, nem de outros soubesse
E um dia o amor suficiente tornaria-se pra sorte
Quem sabe um dia fosse eu burra
Para bastar um bem ao lado meu. Felicidade
E ignoraria eu os mal feitos e inconveniências alheias
Quem sabe um dia fosse eu burra
Ai de de mim, decerto que o amor bastardo do amor
Faz de si coisas grandes e nele mesmo se faz completo
Quem sabe um dia fosse eu burra
Te teria, e muitos outros ao meu lado
Quem sabe um dia fosse eu burra
Quem sabe assim você me amava
terça-feira, 2 de junho de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Com o tempo
Com o tempo eu aprendi que só a convivência constrói bons relacionamentos...
Com o tempo eu aprendi que a gente não tropeça em alguém no dia, e no outro namora... Pois não se descobre a "pessoa certa" do dia pra noite...
Com o tempo eu descobri que a pessoa certa é aquela companheira. Que curte com você, que se importa com você...
Com o tempo eu descobri que não se ama quem não se conhece e que obsessão é algo muito fácil de se confundir com o amor...
Com o tempo eu descobri que não tem amor incurável, nem dor de cotovelo interminável...
Com o tempo eu descobri que amar quem a gente perde é muito fácil. E que difícil mesmo é amar quem a gente tem nas mãos...
Com o tempo eu descobri que amor de verdade tem respeito, tem confiança e tem cuidado... Tem carinho, tem mimos, tem amizade, muita amizade...
Com o tempo eu descobri que conviver é a tarefa mais difícil a qual eu me propus...
Com o tempo eu aprendi que a gente não pode ter tudo o que quer...
Com o tempo eu descobri que tudo que fazemos ao outro, volta na mesma proporção e temos que estar dispostos a arcar com nossos atos...
Com o tempo eu confirmei que a vida sem diversão não tem graça... Todas as nossas atividades, nossos atos, expectativas, sonhos... Enfim, tudo o que somos, sem diversão não tem nenhum sentido....
Com o tempo eu aprendi a esperar e a construir relacionamentos que quero ter pra sempre...
Com o tempo aprendi que a amizade é o primeiro passo para um futuro amor...
Com o tempo eu concluí que quero me jogar e viver tudo o que eu quiser...
Com o tempo eu aprendi que a pessoa certa pra mim é a que quer compartilhar a vida e não acorrentar a alma...
Com o tempo eu aprendi que a gente não tropeça em alguém no dia, e no outro namora... Pois não se descobre a "pessoa certa" do dia pra noite...
Com o tempo eu descobri que a pessoa certa é aquela companheira. Que curte com você, que se importa com você...
Com o tempo eu descobri que não se ama quem não se conhece e que obsessão é algo muito fácil de se confundir com o amor...
Com o tempo eu descobri que não tem amor incurável, nem dor de cotovelo interminável...
Com o tempo eu descobri que amar quem a gente perde é muito fácil. E que difícil mesmo é amar quem a gente tem nas mãos...
Com o tempo eu descobri que amor de verdade tem respeito, tem confiança e tem cuidado... Tem carinho, tem mimos, tem amizade, muita amizade...
Com o tempo eu descobri que conviver é a tarefa mais difícil a qual eu me propus...
Com o tempo eu aprendi que a gente não pode ter tudo o que quer...
Com o tempo eu descobri que tudo que fazemos ao outro, volta na mesma proporção e temos que estar dispostos a arcar com nossos atos...
Com o tempo eu confirmei que a vida sem diversão não tem graça... Todas as nossas atividades, nossos atos, expectativas, sonhos... Enfim, tudo o que somos, sem diversão não tem nenhum sentido....
Com o tempo eu aprendi a esperar e a construir relacionamentos que quero ter pra sempre...
Com o tempo aprendi que a amizade é o primeiro passo para um futuro amor...
Com o tempo eu concluí que quero me jogar e viver tudo o que eu quiser...
Com o tempo eu aprendi que a pessoa certa pra mim é a que quer compartilhar a vida e não acorrentar a alma...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Tô
Tô com uma asia desgraçada
Tô com uma ânsia de vômito
Tô oca, vazia, sem rumo
Tô acabada de ressaca
Tô saindo de viagem
De passagem proutro mundo
Tô fritando a cabeça
Caindo pelas tabelas
To perdida nisso tudo
To me acabando aos poucos
To matando minha fome
Tô gastando no absurdo
Tô com aperto no peito
Tô entediada, to deitada
Tô dormindo em sono profundo
Tô com uma ânsia de vômito
Tô oca, vazia, sem rumo
Tô acabada de ressaca
Tô saindo de viagem
De passagem proutro mundo
Tô fritando a cabeça
Caindo pelas tabelas
To perdida nisso tudo
To me acabando aos poucos
To matando minha fome
Tô gastando no absurdo
Tô com aperto no peito
Tô entediada, to deitada
Tô dormindo em sono profundo
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Mundo de brinquedo
Meu mundo é de brinquedo
Mudo, paro, penso, esqueço.
O chão se desfez
Como em uma casa de bonecas
Feita de insensatez
Meu mundo é de brinquedo
Jogo bola na calçada
Durmo durante o dia
Saio na madrugada
Me embreago feito puta
Feito amante amo
E como bailarina dotada, danço
Espero adoecer
Para o óbito vivo
Pois sinto que vou morrer
Agora já nem sei
Já morri tantas vezes
Mudo, paro, penso, esqueço.
O chão se desfez
Como em uma casa de bonecas
Feita de insensatez
Meu mundo é de brinquedo
Jogo bola na calçada
Durmo durante o dia
Saio na madrugada
Me embreago feito puta
Feito amante amo
E como bailarina dotada, danço
Espero adoecer
Para o óbito vivo
Pois sinto que vou morrer
Agora já nem sei
Já morri tantas vezes
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Um beijo - Olavo Bilac
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O calor da chuva
"Lu, quando faz calor de dentro pra fora é porque vai chover..."
Tabinha me disse isso uma vez, e me disse também, "malditas foram as que queimaram o sutiã. As mulheres ficaram sem papel social depois disso".
Como discordar de Tabinha?
A mulher realmente não tem mais papel social, ou pelo menos esse papel está tão subvertido que ninguém sabe mais qual é.
- Ter filhos, Ter uma carreira? O que devemos fazer afinal?
Eu particularmente tenho crises constantes, isso quando não tenho certeza que o papel feminino é sempre, ou quase sempre flutuante. E ainda que somos cobradas por mais coisas que, de fato, podemos fazer.
Haaaaa sim, ainda tem a porra do silicone. Além de termos uma carreira impecável, uma família linda e sermos acima de tudo mães participativas ainda somos obrigadas a cultivar um corpo escultural, digno de fazer inveja a qualquer Narciso que se preze.
Mas, que coerência tem isso?
Primeiramente, os homens, pelo menos em sua maioria, não suporta uma mulher inteligente. Ora, mulher inteligente dá trabalho e muito trabalho. Para começo de conversa, mulher inteligente gasta mais. Não aceita qualquer tipo de sabonete, tem que ser aquele com hidratante e essência de morango.
E o homem, historicamente falando, gosta de mandar em tudo, não aceita que a mulher escolha nem uma mísera marca de sabonete.
Além disso ainda tem a cobrança da família. Lógico, como assim Luana, você prefere ter razão que ser feliz?
Aí eu pergunto, alguém consegue ser feliz se anulando? Talvez a felicidade pra uma mulher hipermoderna seja algo muito mais difícil de ser alcançada que se imagina.
Isso porque se por um lado há um sonho romântico de casamento, socialmente aceito, por sua mãe buzina no seu ouvido. "Você tem que ser independente". "Mas como mãe? É pra casar ou ser independente? Sim, porque casar implica em dividir a vida, e não dá pra ser independente dividindo a vida com alguém".
Aí bate o medo da solidão, medo de ficar pra tia, bom, mas ficar pra tia nem é uma idéia assim tão ruim depois que um babaca qualquer te fez perder toda a vontade de ter uma vida com alguém... Sobra então a independência, a tão sonhada independência. A razão que veio para nós em forma de um sutiã queimado. Mas Daí vem a chuva e apaga o fogo, te traz a realidade, já dizia Chico Buarque, "acorda sinhazinha, ta na hora de arrumar namorado pra casar e casamento pra sofrer".
Está chovendo lá fora e está chovendo aqui dentro. Chove quando faz um calor de dentro pra fora, já dizia Tabinha...
Tabinha me disse isso uma vez, e me disse também, "malditas foram as que queimaram o sutiã. As mulheres ficaram sem papel social depois disso".
Como discordar de Tabinha?
A mulher realmente não tem mais papel social, ou pelo menos esse papel está tão subvertido que ninguém sabe mais qual é.
- Ter filhos, Ter uma carreira? O que devemos fazer afinal?
Eu particularmente tenho crises constantes, isso quando não tenho certeza que o papel feminino é sempre, ou quase sempre flutuante. E ainda que somos cobradas por mais coisas que, de fato, podemos fazer.
Haaaaa sim, ainda tem a porra do silicone. Além de termos uma carreira impecável, uma família linda e sermos acima de tudo mães participativas ainda somos obrigadas a cultivar um corpo escultural, digno de fazer inveja a qualquer Narciso que se preze.
Mas, que coerência tem isso?
Primeiramente, os homens, pelo menos em sua maioria, não suporta uma mulher inteligente. Ora, mulher inteligente dá trabalho e muito trabalho. Para começo de conversa, mulher inteligente gasta mais. Não aceita qualquer tipo de sabonete, tem que ser aquele com hidratante e essência de morango.
E o homem, historicamente falando, gosta de mandar em tudo, não aceita que a mulher escolha nem uma mísera marca de sabonete.
Além disso ainda tem a cobrança da família. Lógico, como assim Luana, você prefere ter razão que ser feliz?
Aí eu pergunto, alguém consegue ser feliz se anulando? Talvez a felicidade pra uma mulher hipermoderna seja algo muito mais difícil de ser alcançada que se imagina.
Isso porque se por um lado há um sonho romântico de casamento, socialmente aceito, por sua mãe buzina no seu ouvido. "Você tem que ser independente". "Mas como mãe? É pra casar ou ser independente? Sim, porque casar implica em dividir a vida, e não dá pra ser independente dividindo a vida com alguém".
Aí bate o medo da solidão, medo de ficar pra tia, bom, mas ficar pra tia nem é uma idéia assim tão ruim depois que um babaca qualquer te fez perder toda a vontade de ter uma vida com alguém... Sobra então a independência, a tão sonhada independência. A razão que veio para nós em forma de um sutiã queimado. Mas Daí vem a chuva e apaga o fogo, te traz a realidade, já dizia Chico Buarque, "acorda sinhazinha, ta na hora de arrumar namorado pra casar e casamento pra sofrer".
Está chovendo lá fora e está chovendo aqui dentro. Chove quando faz um calor de dentro pra fora, já dizia Tabinha...
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